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Somos um povo "Porreiro"!

 

Os dirigentes europeus dizem sempre que é “Por falta de Europa” e que “é preciso mais Europa”. Mas, todos nós portugueses, já perceberam que todas estas palavras engalanadas, não passam de “tiques” do pensamento e, simultaneamente, de clichés da retórica (arte de bem falar, oratória).

Tudo leva a crer que “mais Europa” será também “mais austeridade”, mais fragilidade, mais incompetência, mais desemprego, mais fome, mais falências, mais…Miséria!

Não tenhamos dúvidas: quando, em tempo de dificuldades sérias, o Presidente da República, o Primeiro-ministro, os ministros, deputados, bispos, presidentes de Câmara, porta-vozes da oposição, grandes empresários, gerentes dos centros comerciais e outros dirigentes nos oferecem os seus melhores votos, a sua esperança, o seu optimismo e o seu contributo para o melhoramento da nossa auto-estima, estão, simplesmente, a tratar de si próprios (da sua barriga e da dos seus familiares), e a servir-nos banalidades, promessas ilusórias, que serve de um substituto para a sua acção e o cumprimento dos seus deveres. Ao mesmo tempo que elogiam o povo, pedem sossego, resignação e serenidade. Há muito que aprendi, que os “parabéns”, prémios, reconhecimentos, convites e votos públicos, são geralmente um modo de cuidar de quem os dá e não de quem os recebe. Sinceramente, não precisamos dos votos desses dirigentes, necessitamos, isso sim, do seu trabalho, da sua competência, da sua energia e da sua pontualidade.

Deixem os votos para nós, quando chegar a altura. Era bem melhor, que fosse esse o sentido de responsabilidade dos dirigentes nacionais e não esta permanente “intoxicação” de banalidades que atinge, em tempos festivos, em tempos de eleições, toda esta “chinfrineira”, toda esta “algazarra”, dos mais elevados níveis de mediocridade. Se fossem mas é trabalhar, em vez de estar a perturbar quem trabalha! É só malandros e corruptos! Que raio de gente é esta?

Mas somos voluntariamente indefesos. Sentimentais! O nosso “purgatório” é o sentimento. Nem inferno, nem céu, à espanhola! Amodorrados na meia tinta cristã do “Coitadinho”, queremos voltar descansados à vida. Estamos fartos de ser obsequiados com atoardas, com notícias e promessas sem fundamento e falsas. Estamos fartos de ouvir falar em democracia, em justiça, através de rugidos revolucionários, oriundos desses profetas da fidelidade ao futuro, que nos tem destroçado o presente. Somos um Povo ingénuo, apanhados pelo sol, um Povo de sesta e de fauno entre o olival e a vinha. Em suma, somos mesmo…um Povo Porreiro!

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